ACUPUNTURA E MOXATERAPIA JAPONESA


No século 5 a importação da literatura de acupuntura e moxaterapia no Japão se fez junto com o budismo e ideogramas.

O conhecimento prático havia sido feito cerca de 8 séculos antes (século 3 a.C.), pela comitiva do clã Xi-FU, fugitivo da China dominada pelo imperador Qim.

Num solo onde o domínio da natureza é absoluto em relação à tecnologia (ilhas repletas de vulcões, terremotos e tufões) , a cultura japonesa já havia formado uma noção de consciência e existência humana apenas como uma pequena parte da natureza planetária.

Integrado ao ideário de monges peregrinos que divulgam o conhecimento de saúde espiritual,  a acupuntura e moxaterapia japonesas transmitiram uma noção de saúde a ser perseguido autonomamente por cada indivíduo.

A influência do budismo aperfeiçoou o desenvolvimento do conhecimento dos cinco elementos (cinco movimentos), integrando com a noção de pontos e meridianos de acupuntura e moxaterapia.

No período Edo (século 17 a 19), a Acupuntura japonesa se diferenciou da Chinesa pelo desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias: Desenvolvimento de Dashin-hô (agulha de martelinhos), e Kanshin-hô – Uso de canaletas para inserção indolor de agulhas.

 

Waichi Sugiyama – Acervo da Universidade Tsukuba

 

No mesmo período houve um grande aperfeiçoamento da matéria prima de moxa e incenso, que favoreceu as técnicas sutis e apuradas da moxaterapia.

Na era moderna iniciada no século 19, a acupuntura e moxaterapia japonesa integrou os conhecimentos de anatomo/fisiologia da Medicina Ocidental.

 No século 20, após a segunda guerra mundial, a acupuntura japonesa se modernizou ainda mais integrando pesquisas estatísticas e experimentos laboratoriais.

Podemos dizer que a convivência do Antigo e moderno,  sempre voltado para melhorar a qualidade da saúde humana é a essência da acupuntura japonesa.